
Os andares comprimidos uns contra os outros parecem apoiados em varetas tão frágeis quanto os palitos para comer que os chineses usam. Rochas enormes dão a impressão que vão cair sobre as construções a qualquer momento.
Dois foram os motivos para que fosse construído nesse local. O primeiro é que essa região costumava ser um centro vital de comunicação e muitas pessoas passavam por ali. O outro, o rio Hunhe, que banha o vale lá em baixo, e que é bastante caprichoso. Quando há tempestades, o que ali é frequente, ele inunda tudo à sua volta.
No século VI, as pessoas acreditavam que um dragão dourado era a causa do tempo inclemente e logo viram a necessidade da construção de um templo budista, imprescindível para afastar o dragão. Mas bem longe do rio...
O acesso é por uma ponte suspensa e depois por uma escada cavada na rocha. A vista lá de cima é estonteante.O prédio mais importante do conjunto é o que abriga um enorme salão onde Buda, Lao-Tse e Confúcio estão sentados lado a lado.
São mais de 40 salas, todas em madeira. Os visitantes ficam deslumbrados, mas sempre com o coração na boca, a sensação de fragilidade impressiona. As pranchas de madeira gemem a cada passo que se dá, o que aumenta a insegurança, apesar de todos saberem que há mais de mil anos Xuankong está ali, protegendo a região.
É um dito popular que aquela é obra sublime de Deus e dos Espíritos.


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